Com a aceleração da nova onda global de revolução tecnológica e transformação industrial, a ampla aplicação de tecnologias de informação e comunicação de nova geração, como inteligência artificial (IA), realidade virtual/realidade aumentada (RV/RA), mídia tridimensional (3D) e Internet das Coisas (IoT), está gerando demandas massivas de transmissão de dados. Comparada à tecnologia 4G, a 5G já alcançou velocidades de transmissão mais rápidas, latência ultrabaixa e menor consumo de energia. No entanto, para enfrentar os desafios futuros, o desenvolvimento de sistemas sem fio 6G tornou-se um foco global.
O 6G não apenas integrará todas as funções das redes celulares tradicionais, mas também expandirá os serviços e aplicações por meio de novas tecnologias como inteligência artificial (IA), dispositivos vestíveis inteligentes, veículos autônomos, realidade estendida (XR) e projeção 3D. Desde a década de 1980, a tecnologia de comunicação móvel passou por avanços revolucionários em quase todas as décadas, impulsionando a atualização contínua da indústria da informação e a prosperidade da economia e da sociedade. Enquanto a comunicação móvel pré-4G focava principalmente no mercado consumidor, o 5G alcançou avanços tecnológicos revolucionários, e o 6G promoverá ainda mais o desenvolvimento de diversas redes de acesso, incluindo comunicação celular móvel, comunicação via satélite, comunicação por drones, comunicação acústica subaquática e comunicação por luz visível.
Com o advento da tecnologia 6G e o amadurecimento de campos interdisciplinares como biociência, ciência dos materiais e medicina bioeletrônica, o futuro poderá testemunhar a concretização dos "gêmeos digitais humanos". Isso envolve o monitoramento extensivo do corpo humano por meio de inúmeros sensores inteligentes, permitindo o espelhamento em tempo real de órgãos vitais, sistemas nervoso e respiratório, entre outros, proporcionando assim um monitoramento personalizado de dados de saúde. Além disso, o 6G solucionará os atuais gargalos nos serviços de internet a bordo, oferecendo experiências de internet de alta velocidade e qualidade por meio de novas tecnologias de comunicação e arquiteturas de rede.
A rede 6G adotará uma arquitetura de rede unificada, introduzirá novos cenários de negócios e construirá uma rede mais eficiente e abrangente. No futuro, as redes 6G serão construídas em conjunto por múltiplas operadoras, utilizando virtualização de rede, redes definidas por software e tecnologias de fatiamento de rede para separar as redes físicas e lógicas. O 6G será construído sobre uma rede distribuída, inter-regional, interespacial e marítima, integrando sistemas terrestres, marítimos, aéreos e espaciais.
Até 2030, a rede 6G alcançará "conectividade ubíqua", cobrindo as atuais áreas sem cobertura, como desertos, mares profundos e altas montanhas, possibilitando uma cobertura global perfeita. A largura de banda ultra-alta, a latência ultra-baixa e a ultra-confiabilidade características do 6G facilitarão a coleta e o processamento de dados em tempo real em oficinas de fábricas, máquinas-ferramenta e componentes, aproveitando a computação de borda e as tecnologias de IA para monitoramento em tempo real e execução de comandos no terminal. O 6G também promoverá a implantação em larga escala de veículos autônomos, transformando nosso cotidiano.
As principais tecnologias da rede 6G incluem codificação de canal de última geração, projeto e otimização de sistemas de acesso múltiplo polar, processamento de sinal baseado em aprendizado profundo, comunicação sem fio em terahertz e comunicação integrada espaço-ar-mar-terra. Em 2018, a União Internacional de Telecomunicações (UIT) estabeleceu o Grupo de Trabalho sobre a Rede 2030 para explorar os requisitos emergentes de redes de TIC para 2030 e além, impulsionando a pesquisa e a aplicação da tecnologia 6G.
A chegada do 6G inaugurará uma nova era de comunicação, impulsionando ainda mais o desenvolvimento econômico e social global.