Como base fundamental da indústria de informação eletrônica, o setor de componentes eletrônicos está inaugurando uma nova onda de oportunidades de desenvolvimento. Dados indicam que o tamanho do mercado de componentes eletrônicos na China deverá atingir US$ 15 bilhões até 2020, impulsionado pelo rápido crescimento de setores como energia renovável, transporte ferroviário e instrumentação.
Atualmente, a China alcançou a produção em larga escala de componentes básicos, como resistores de chip, capacitores cerâmicos monolíticos e capacitores eletrolíticos de alumínio. Particularmente no setor de MLCC (Capacitores Cerâmicos Multicamadas), a China se tornou o maior mercado consumidor do mundo, com a demanda anual representando 70% do total global. Em 2017, o valor das importações atingiu US$ 5,62 bilhões.
No entanto, o setor ainda enfrenta inúmeros desafios. A insuficiente acumulação tecnológica e a falta de profissionais qualificados dificultam a modernização da indústria de componentes eletrônicos da China. Tomando como exemplo os MLCCs, o mercado interno é predominantemente ocupado por gigantes internacionais como a japonesa Murata e a TDK, e a sul-coreana Samsung, com as empresas japonesas detendo mais de 50% da participação de mercado.
Notavelmente, desde o segundo semestre de 2017, os preços de componentes eletrônicos básicos, como capacitores e resistores, têm aumentado continuamente. Por exemplo, a Yageo aumentou os preços de seus resistores de chip três vezes este ano, com um aumento acumulado de mais de 70%. Por trás dos aumentos de preços está um desequilíbrio entre oferta e demanda: por um lado, o aumento dos custos de matérias-primas, mão de obra e conformidade ambiental; por outro, o acúmulo de estoques por parte dos agentes exacerbou as tensões de oferta no mercado.
Essa onda de aumentos de preços impactou significativamente a cadeia de suprimentos da indústria eletrônica. Em Guangdong, um importante polo de fabricação eletrônica, inúmeras pequenas e médias empresas de processamento eletrônico foram forçadas a reduzir a produção ou mesmo interromper as operações devido à escassez de componentes. Os MLCCs, um dos produtos mais afetados, viram seus preços se espalharem por diversas aplicações, incluindo instrumentos de controle automático, computadores, telefones celulares e eletrônica automotiva.
Em resposta a essas mudanças no setor, as empresas nacionais estão se adaptando ativamente. Empresas tanto em Taiwan quanto na China continental estão aumentando o investimento em pesquisa e desenvolvimento tecnológico e expandindo a capacidade de produção. No âmbito governamental, a indústria de circuitos integrados foi designada como um setor prioritário no âmbito da estratégia "Made in China 2025".
Analistas do setor sugerem que, embora o atual ciclo de expansão no setor de componentes eletrônicos exerça pressões de curto prazo sobre as empresas da cadeia de valor, ele também oferece uma oportunidade rara para que as empresas nacionais recuperem o atraso. Com os avanços tecnológicos e o aumento da capacidade produtiva, espera-se que a oferta e a demanda do mercado se reequilibrem gradualmente em um futuro próximo, oferecendo um suporte mais estável para o desenvolvimento de indústrias a jusante, como a de instrumentação.
Olhando para o futuro, espera-se que o processo de localização na indústria de componentes eletrônicos se acelere. Impulsionada pelo apoio político, pela demanda do mercado e pelo progresso tecnológico, a indústria de componentes eletrônicos da China está preparada para abraçar novas oportunidades de desenvolvimento, estabelecendo uma base sólida para a modernização geral do setor de informação eletrônica.